Iolanda Paz | Jornalismo Júnior 

No dia 4 de abril, aconteceu mais uma edição da série de encontros Lidercom CEOs, que reúne os principais CCOs do país com líderes globais de negócios. O evento foi na sede da Aberje, e teve como convidada principal Anke Schmidt, a vice-presidente sênior global de Comunicações e Relações Governamentais da empresa química alemã BASF.

Anke deu início ao evento falando sobre a diminuição, no mundo, do número de instituições que possuem credibilidade ou que detém a confiança das pessoas. Além disso, ela também pontuou o cenário em que a Comunicação se encontra hoje: permeada por um overflow de informação. Em razão dessa enorme quantidade de conteúdos, o público se perderia e não saberia mais a quem ouvir. Isso ainda seria agravado pelo filter bubble das redes sociais, que isola informação espacialmente de acordo com algoritmos e interesses dos usuários.

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Em seguida, Anke falou sobre algumas estratégias que a BASF utiliza para levar sua marca e mensagem às pessoas, perfurando as bolhas individuais. Para se conectar com o público e gerar engajamento, uma das maneiras é personalizar os conteúdos e mostrar o que está por trás dos negócios e produtos, focando nas histórias de quem faz parte da empresa. Além disso, ela também mencionou um espaço, o Connected Minds, no website da BASF, que dá oportunidade a jovens talentos de entrarem em contato direto com profissionais da companhia, perguntando sobre suas áreas de trabalho por meio de mensagens.

Anke abordou ainda o acidente na unidade da BASF em Ludwigshafen (ALE) que ocorreu em outubro do ano passado. Nesse momento, falou da importância de os profissionais da comunicação corporativa estarem preparados para situações de crise: cientes do que pode acontecer e prontos para proteger a marca. Para ela, a “comunicação pode reconstruir confiança”, desde que haja transparência, seriedade e informações corretas e seguras.

O evento continuou com uma dinâmica de conversa em que líderes brasileiros na comunicação fizeram perguntas a Anke e trocaram experiências com ela. Foram discutidos assuntos como o aprendizado posterior a momentos de crise; a necessidade de um CCO adquirir a confiança do CEO da própria companhia para que seu trabalho possa ser mais frutífero; e a importância dos Recursos Humanos estarem vinculados à área da Comunicação, garantindo a eficácia das mensagens internas para o time da empresa.