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Leny Kyrillos


Fonoaudióloga pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa.  Mestre e Doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo.  Profª. Dra. dos Cursos de Fonoaudiologia, Jornalismo e Especialização em Voz da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, desde 2000.  Professora convidada do Curso de Especialização em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, desde 1998.  Pesquisadora do Instituto da Laringe – INLAR-SP, desde 1991. Coautora do livro: “Voz e Corpo na TV – a fonoaudiologia a serviço da comunicação” (editora Globo – 2003) e organizadora dos livros: “Fonoaudiologia e Telejornalismo” (editora Revinter – 2002, 2003 e 2004) e “Expressividade” (editora Revinter – 2004). Consultoria e assessoria de comunicação a diversas empresas, instituições financeiras e políticos, desde 1997. Responsável pelo atendimento a profissionais de rádio e televisão, desde 1989.  Autora de várias publicações científicas, nacionais e internacionais, comentarista da coluna semanal "Comunicação e Liderança" na Rádio CBN e Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.

"Esculpido em Carrara"

              Publicado em 12/3/2010

Comunicação não é o que sai da nossa boca. Comunicação é o que chega no ouvido do outro! Eu sempre considerei um grande desafio para qualquer um de nós conseguir passar  uma mensagem e fazer com que ela seja corretamente recebida pelo nosso interlocutor. Para entender melhor, vamos nos lembrar do nosso tempo de criança. Quem já brincou de “telefone sem fio” sabe como isso é complicado! A palavra ouvida pelo segundo componente da fila é passada para o terceiro, e assim sucessivamente. O último da fila, fatalmente vai falar uma outra palavra, muitas vezes completamente diferente, e todos vão morrer de rir ... É realmente impressionante como algo simples, como uma  palavra, pode ser percebido de modo tão diferente. E por quê isso acontece? A nossa compreensão é resultado de toda a nossa bagagem de experiências anteriores, de conhecimento, de situações vividas.

Tudo o que ouvimos passa por esse “filtro” e, se encontra consonância com o que temos, faz sentido. Quando isso não ocorre, a nossa tendência é aproximar o desconhecido para nós daquilo que nos faça sentido. Foi assim que um dito popular acabou sendo tão modificado. Quando uma criança, por exemplo, é muito parecida com o pai, costuma-se dizer que o menino é tão parecido, como o rosto do pai “esculpido em carrara”. Escultura é uma forma de arte talvez não tão popular à época da expressão. Carrara, tipo de mármore segundo seu local de origem, talvez não faça parte das experiências de grande parte da população. Assim, por aproximação morfológica, mas muito longe do sentido, o povo substituiu “esculpido em carrara” por “cuspido e escarrado”. Horrível, não? Trata-se de um exemplo de uma modificação bastante caricata, sem dúvida. Mas é altamente emblemática do grande risco que corremos de termos a nossa mensagem deturpada. Assim, é fundamental que tenhamos alguns cuidados.

Em primeiro lugar, saiba exatamente para quem você vai falar . É uma situação de contato individual, pessoal? Ótimo, a possibilidade de acertar é maior, quando a conversa é olho no olho. Você vai falar para um grupo? Capriche nos seus recursos, fale mais alto, gesticule mais, olhe para todos alternadamente, enfatize os trechos mais importantes. Quem é o seu público? Idades? Nível de conhecimento? Perfil? Adeque seus exemplos à realidade deles, escolha o vocabulário mais pertinente. Vale escolher uma linguagem simples, direta e objetiva, porém absolutamente correta.

A linguagem simples atinge a todos, com pouco risco de não ser compreendida. A linguagem correta atrai e impacta positivamente os que tem maior conhecimento. Procure direcionar a mensagem de acordo com o interesse e com as necessidades de seus interlocutores. Pense em qual é a mudança de comportamento que você pretende produzir, e abuse de dados, exemplos, metáforas, comparações, para ilustrar e rechear a sua mensagem. Mantenha-se atento às reações do seu ouvinte. Observe se ele parece atento, interessado, apático, discordando, aprovando, duvidando, e vá modificando seu discurso e sua maneira de falar de acordo com essa percepção. Valorize a situação de comunicação, demostre clareza a sua intenção em se comunicar. Esses cuidados sem dúvida produzirão as melhores reações de seu público, que se manterá atento, interessado e receptivo. Essa condição, sem dúvida, favorece e permite que a sua mensagem seja muito bem assimilada, e que você atinja seus objetivos. Sem riscos desnecessários. Até porque, “esculpido em carrara” é muito mais bonito do que a versão popular... Boa comunicação para você!
 


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